domingo, 20 de novembro de 2011

Segundas Intenções, com Pedro Bandeira


O premiado escritor Pedro Bandeira, com mais de 70 livros publicados, foi o segundo convidado do ciclo de palestras Segundas Intenções promovido pela SP Leituras para funcionários de equipamentos culturais e demais interessados nos temas programados para bate-papos mensais na Biblioteca de São Paulo. A palestra foi realizada em Junho de 2011. Assista abaixo a edição compacta completa em 3 partes:




REFERÊNCIAS

Segundas Intenções - Pedro Bandeira – Parte 1
www.youtube.com/watch?v=3LMF3dNJYTQ
Segundas Intenções - Pedro Bandeira - Parte 2
www.youtube.com/watch?v=YqmmCOaQSAg
Segundas Intenções - Pedro Bandeira - Parte 3

Grupo 2: Literatura Juvenil

sábado, 19 de novembro de 2011

Para entender a ilustração infantil: dicas de leitura




Livro: O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil - com a palavra o ilustrador.

O livro reúne pela primeira vez alguns dos nomes mais representativos da ilustração no livro infantil e juvenil do Brasil e de Portugal, que, em harmonia com os objetivos do projeto, demonstram que a arte produzida para crianças e jovens não é "menor" do que a produzida para adultos, pois é de outra natureza, com categorias próprias e um contrato de comunicação peculiar. Por meio de artigos, depoimentos e imagens, trazem para o leitor seus conhecimentos teóricos e experiências, de forma clara, didática e ao mesmo tempo profunda, fornecendo um instrumento de pesquisa ao alcance dos interessados no assunto. O livro é dividido em duas partes: uma de artigos, organizados numa sequência que facilita a compreensão e a visão de conjunto dos temas, outra de depoimentos, em que os ilustradores respondem à pergunta: "O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil?". Artigos e depoimentos são seguidos de imagens produzidas pelos autores. Há ainda um depoimento da programadora visual do livro, esclarecendo como foi o processo de idealização do projeto gráfico. - Fonte da sinopse: http://www.2ab.com.br/o-que-e-qualidade-em-ilustracao-no-livro-infantil-e-juvenil-com-a-palavra-o-ilustrador-p449/

Blog: Dez ilustradores geniais de livros infantis - Postagem em blog apresentando 10 feras internacionais da ilustração, não apenas de livros infantis.

Artigos:

Entre a ilustração e a palavra: buscando pontos de ancoragem - As reflexões contidas no artigo são produtos de estudos iniciais da pesquisa “Produção de sentido e a interação texto-leitor na literatura infantil”, iniciada em março de 2003, na UCS, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS). As autoras - Flávia Brocchetto Ramos e Neiva Petry Panozo - consideram que o conceito de texto ultrapassa os limites do código verbal e isso pode ser percebido na literatura infantil, universo em que palavra e ilustração não podem ser dissociadas uma da outra, pois ambas as linguagens são constituidoras de um único texto e objeto artístico: o livro infantil.

A importância do trabalho educativo com ilustrações de livros de literatura infantil - O artigo de Fabiano Colombo (Unesp, câmpus de Marília/SP) discute a importância da ilustração para o letramento infantil e, para isso, realiza cinco oficinas com crianças, no ambiente escolar, com o objetivo de vivenciar as contribuições que as ilustrações trazem ao processo de ensino/aprendizagem.

Explorando as ilustrações de livros infantis: suas possíveis leituras - Artigo de Anelise Zimmermmann (UDESC). Resumo da autora: No livro infantil, muitas vezes as ilustrações são consideradas meros elementos decorativos, servindo apenas de auxílio às palavras. Com isso, a participação dessas imagens na construção das histórias é reduzida, quando não completamente ignorada. Perde-se assim uma importante possibilidade de trabalhar-se o estímulo da leitura visual infantil a partir do livro. Este, entretanto, pode ser usado como um importante instrumento na educação visual da criança, visto que, entre outros fatores, suas características físicas permitem uma observação pausada ao leitor, oferecendo-lhe o tempo que desejar para a reflexão. Além disso, o livro já faz parte do ambiente escolar, o que possibilita uma proximidade com seu público. Sugere-se então, que sejam empregadas as ilustrações de livros infantis em atividades que envolvam a leitura crítica de imagens, seguindo uma abordagem fundamentada na semiótica discursiva buscando, com isso, formar leitores capazes de ler tanto textos verbais, como visuais.

O poder da ilustração no livro infantil. Poeta da imagem, o ilustrador olha seu objeto, que concentra um gesto, construindo um espaço singular de representações. São fragmentos do mundo em seu vai-e-vem, muitas vezes estabelecendo uma relação semântica, ligando partes, unindo situações, outras vezes, distanciando-se do texto para assumir um outro olhar. Mas de qualquer forma, esses fragmentos do espaço visual, da situação (do que deseja recortar) que estabelecem por meio do olhar um diálogo, um atravessamento do pensamento, da palavra, do traço. A ilustração é, então, um signo-pensamento, espécie de poesia. - Trecho do breve artigo de Rodrigo da Costa Araújo (UFF/Fafima) para a revista virtual P@artes.

postado por: prof. Marciano Lopes

Uma fada no mundo moderno


Pobre Maria do Céu, uma fada “aposentada” que volta à terra, no mundo atual, descobre que as pessoas não usam mais a imaginação porque  foram inundadas pelo consumismo. E até que "os pequeninos", de coração puro, não conseguiam detectar uma fada e a sua capacidade de realizar todos os seus desejos.

“ Pensou e viu que só se pode ser fada na Terra.
  Ser idéia no céu não adianta nada.
  É como ser homem sem corpo na Terra."



O que seria do mundo sem imaginação? Para algumas pessoas essa indagação é desnecessária, elas nem sabem o que é imaginação, e muito menos como e onde ela está, e pode ser usada. O livro Onde tem fada, tem bruxa  vem nos mostrar exatamente isso.


“Ela foi para o azul

Fez nuvem com seu vestido,
colou sua estrela perto das que lá brilhavam.
Seu chapéu, ela deu de presente para menino que por ali passeava... (só em
sonho) E virou idéia. Isso faz tantos anos!..."

A linguagem que hoje permeia o mundo infantil nada mais é do que uma indução ao consumismo. Basta olharmos para as vitrines: sapatos, roupas, internet e a alimentação das crianças; são cópias fiéis dos itens essências dos adultos. Não estamos distantes da sentença de que as crianças são adultos em miniatura. Na obra podemos ver a premissa de que as  crianças são induzidas ao consumismo e carregam a transformação de valores impostos pelo universo adulto, dessa forma, é prova de fogo despertar o interesse das crianças, já que há milhares de atrativos que distorcem sua atenção e impedem de vivenciar e explorar o colorido e abundante  mundo infantil que deveria  permeá-los - cheio de simplicidade e encanto. “Onde tem fada tem Bruxa” mostra que é possível  atravessar a densa camada de barreiras entre os dois  mundos (adulto e infantil). Dessa forma o autor demonstra que a criança também tem o livre arbítrio de se pronunciar diante dos seus desejos e que eles são plausíveis.

Além da protagonista, podemos ver outros personagens emblemáticos na obra: os mágicos, espécies de bruxos e bruxas (pessoas adultas que não mais conseguiam sonhar, fantasiar) trocam seus sonhos, desejos e fantasias por coisas materiais, palpáveis; os meninos: vivem submissos aos poderes e universo dos adultos, onde seus sonhos estão soterrados por uma opinião de valores sociais ditados pela sociedade.

A obra faz uma crítica ao consumismo. Há um momento na narrativa em que a fada, sem nada para fazer, apenas fica observando a cidade e, por meio de sua observação, as crianças vão mostrando o seus desejos, ainda  que de forma tímida e reprimida, por estarem moldadas pelo sistema capitalista. Ainda assim, regido pelo adulto, este impedia os pequenos de viverem plenamente com liberdade, observe este trecho:


- Eu quero uma cama para dormir. Sem cama não posso pedir sonhos.
Os meninos calaram...
 A fada, assustada, olhou no coração da menina e viu a esperança balançando.
Com gesto preciso, fez surgir, no centro da praça, uma cama de madeira
polida e mais um colchão de algodão macio.
- É sua-disse a fada.
A menina, olhando de longe e com medo daquela verdade, respondeu:
- Não quero mais. Não tenho casa para guardar a cama.
A fada, sem vacilar, continuou seu trabalho, fazendo nascer, nomeio da
praça, uma casa, com janelas para os quatro cantos do mundo! E dentro da
casa, a cama.
A alegria engoliu os meninos, que dançavam roda em volta da casa, olhavam
pelas janelas, subiam no telhado, fingiam sono sobre a cama.”
 Com gesto preciso, fez surgir, no centro da praça, uma cama de madeira polida e mais um colchão de algodão macio.
    É sua-disse a fada.
    A menina, olhando de longe e com medo daquela verdade, respondeu:
   Não quero mais. Não tenho casa para guardar a cama.
   A fada, sem vacilar, continuou seu trabalho, fazendo nascer, nomeio da  praça, uma casa, com janelas para os quatro cantos do mundo! E dentro da casa, a cama.
   A alegria engoliu os meninos, que dançavam roda em volta da casa, olhavam pelas janelas, subiam no telhado, fingiam sono sobre a cama.”

Diálogo entre o autor e a obra : Bartolomeu Campos de Queirós e “Onde tem Bruxa tem fada”.

O autor acredita  que por meio da fantasia  a criança  explica o mundo que a cerca, no entanto,  em inúmeras vezes isso gera complicação, já que muitas vezes isso  se torna um empecilho para elas, devido aos limites existentes no seu cotidiano.
Bartolomeu sensibiliza o mundo infantil em sua obra, dando poder à imagens a fim de descobrir mistérios ocultos em que a imaginação e fantasia são seus alvos. Para ele a imaginação e fantasia são primordiais, bem como a poesia presente em seus livros, desperta a leitura de um leitor que precisa de uma linguagem rica para poder descobrir o que há por trás do texto literário. A obra do escritor é detentora de uma grande ludicidade, capaz de envolver seu leitor. As crianças, acostumadas a viver em um mundo controlado , nem sabem mais identificar seus desejos. Dessa forma, infere-se, que o texto seja uma crítica levemente ácida ao mundo moderno, mas mostra também que nos sonhos as crianças sabem que a fantasia é altamente necessária, que o encantamento deve e pode estar vivo, assim como o autor reconhece.

A vez do autor

"Nascido em Pará de Minas, Minas Gerais, em 1944, Bartolomeu Campos Queirós é autor de vários livros para crianças, de peças teatrais e textos sobre arte-educação. Teve o seu primeiro livro, OPeixe e o Pássaro, publicado em 1971. Depois vieram  Pedro, OndeTem Bruxa Tem Fada, Faca Afiada, Ciganos, Flora, Indez, Correspondência, Cavaleiros das Sete Luas, Por Parte de Pai, entre outros. Recebeu os mais significativos prêmios no Brasil pelo seu trabalho literário: Selo de Ouro da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Prêmio Bienal Internacional de São Paulo, Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte, O melhor para Jovem, Prêmio Jabuti daCâmara Brasileira do Livro, Grande Prêmio da APCA — Associação Paulista dos Críticos de Arte, Prêmio Orígenes Lessa — Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Diploma de Honra do IBBY, Quatrième Octogonal — França, Rosa Blanca de Cuba, Bienal deBelo Horizonte.Bem-humorado, apreciador do silêncio, Bartolomeu costuma dizer: 'Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar,como sou forte o bastante para uma palavra me ressuscitar'."


Confira também a entrevista com Bartolomeu Campos Queirós acessando o link http://migre.me/6csA1

 
Referências: 
DUTRA, Leidenaide SILVA, Vaneide Lima, A prosa poética de Bartolomeu Campos de Queirós : leitura de Onde tem bruxa tem fada.Coordenação de Pesquisa e Extensão – COOPEX , 2010.
QUEIRÓS, Bartolomeu Campos.  Onde tem bruxa tem fada... São Paulo: 
Moderna, 2002
MICHELLI, Regina Silva, A fada: presença na literatura infanto-juvenil brasileira 
contemporânea,  Rio de Janeiro.


postado por GT4: Contos de Fadas na atualidade

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poesia infantil: diga sim!

    A poesia é um gênero quase natural para a infância. Ao contrário do que possamos imaginar, metáforas e estruturas heterodoxas não são difíceis para as crianças. O que são poemas, afinal, senão brincadeiras com palavras e sentidos? A seguir, o professor Hélder Pinheiro defende a leitura constante de poesia com os pequenos, na escola e em casa: "Os professores e a família têm um papel fundamental: cultivar a leitura e a audição de poesia, se possível, todos os dias. Por que gostamos de música? Porque a ouvimos cotidianamente". Especialista em literatura brasileira e, especificamente, poesia, Pinheiro concedeu uma entrevista exclusiva ao Educar sobre a importância desse gênero para as crianças.

Prof. Hélder Pinheiro

 



 

http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/poesia-infantil-diga-sim-539395.shtml 




Esta entrevista do Prof. Hélder traz diversas questões importantes sobre a poesia infantil que devem ser discutidas. Questões como: o porquê esse gênero não é muito trabalhado e explorado; a existência de uma característica específica da poesia quando se trata de crianças; quais autores se destacam atualmente no Brasil e demais temas sobre o assunto. 


   

O assunto abordado na entrevista interessa aos estudantes, professores e pais, pois a partir desse conhecimento podem encontrar uma nova forma de fazer que as crianças se interessem pela poesia.

 


Nesse mesmo site encontramos algumas sugestões, dentre elas o teste:   que poesia infantil combina mais com você? Nesse site, as crianças ou até mesmo um adulto responde a 10 perguntas a respeito de suas experiências com leituras e poesias e, ao final, o teste indica qual seria a poesia que combina mais com o leitor. Este é um recurso que permite a interação com o gênero e mostra uma maneira inovadora de abordar o conteúdo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Série Literatura em minha casa - POEMAS DO MAR

Bem-vindos ao POEMAS DO MAR, segundo livro da série "Literatura em minha casa" (Editora Objetiva - 2003), distribuída pelo MEC (Ministério da Educação) no ano de 2003 e destinado aos alunos de 4ª e 5ª séries. Organizado pela escritora Ruth Rocha e ilustrado por Pinky Wainer, a obra propõe uma viagem marítima pelo universo da poesia infanto-juvenil. 


Para justificar o distribuição dessa coleção, o MEC afirma:


"O mundo parece ser feito apenas de coisas que a gente vê nele. Mas há outras que nãovemos, embora existam. São as coisas que lemos. Elas estão escondidas no meio das letras. É preciso ler para que elas apareçam diretamente em nossas cabeças.
Se não lemos, todas essas coisas que estão guardadas nos livros não aparecem para nós. Quem não lê, só vê uma parte das coisas do mundo. E não consegue conhecer tudo.
Muitas vezes, no meio de uma conversa, ouvimos falar de uma pessoa ou de uma história que o amigo conhece de leitura. Quem não leu ficou de fora. Por isso, estamos distribuindo esses livros.
Queremos que você conheça o que não está a sua frente, mas está dentro dos livros. Você vai poder viajar sem se levantar da cadeira. Conhecer gente muito interessante sem precisar conviver com ela. Vai rir e até chorar com história de pessoas que só existem nos livros.
Não jogue fora a chance de saber mais. Não fique por fora." 


A escolha da temática "O mundo do mar" para o livro de poesia infanto-juvenil está relacionada com a atração que nós, brasileiros, temos com ele. "Verdes mares bravios da minha terra natal" foi como saudou o escritor José de Alencar, em 1865, em Iracema. Nesse contexto, o mar e a poesia se nutrem do mesmo alimento: paixões, mistérios e encantos, capazes de nos emocionar sem entendermos o por quê. 
Ruth Rocha seleciona e apresenta uma série de poemas dedicados ao mar, escritos por poetas, estilos e épocas diferentes. 


Ana Maria Machado

Consagrada como uma das mais importantes escritoras do país, a autora é muito apegada ao mar pois ele remete a sua infância vivida nas praias do Espírito Santo. "Eu ficava quase três meses por ano à beira do mar, com meus avós, junto à natureza e às tradições", assim a autora descreve suas férias. 


Dúvida

Água-viva
quando morre
fica sendo
água-morta?

Ou água só?

Renata Pallottini

Essa premiada escritora reconhecida como uma poeta sensível tem uma visão muito especial sobre o mar, revelando todo seu fascínio e curiosidade. 


Tudo

O mar tem tudo o que eu quero:
ondas, espuma e, lá longe,
uma linha chamada horizonte
que nunca  foge...

Dorival Caymmi

O cantor e compositor tem um jeito especial de fazer poesia, escreve como quem anda devagarinho à beira-mar, ouvindo o suave barulho das ondas e transformando seus versos em canções. Os poemas selecionados para o livro se tornaram músicas muito populares no Brasil.


Coqueiro de Itapoã, coqueiro

Areia de Itapoã, areia
Morena de Itapoã, morena
Saudade de Itapoã me deixa
Oh vento que faz cantiga nas folhas

No alto dos coqueirais
Oh vento que ondula as águas
Eu nunca tive saudade igual

Me traga boas notícias daquela terra toda manhã
E joga uma flor no colo de uma morena de Itapoã

Coqueiro de Itapoã, coqueiro
Areia de Itapoã, areia

Morena de Itapoã, morena
Saudade de Itapoã me deixa
Me deixa, me deixa...

Cacaso 

Um dos maiores representantes dos "poetas marginais" dos anos 70, sua poesia rompe com o estilo tradicional ao apresentar versos leves e bem-humorados.


Cavalo-marinho

Galopa cavalo-marinho
Me ensina o caminho
Que devo tomar
Solta as crinas no vento
Galopa no vento
Cavalo do mar

Vicente de Carvalho

Conhecido como "Poeta do mar", fez parte do Parnasianismo, movimento literário que tinha na natureza um de seus grandes temas. Na poesia "Cantigas praianas" observamos a beleza dos versos e a precisão das rimas. 





É tão pouco o que desejo, 
Mas é tudo o que me falta, 
Só por que a flor do teu beijo, 
Pende de rama tão alta...

Ninguém sabe o que suporta 
O mar que chora na areia 
Por essa tristesa morta 
Das noites de lua cheia:

Embaixo o pranto das aguas, 
Emcima, a lua serena... 
E eu pensando em minhas mágoas, 
Ouço o mar, e tenho pena.

Meu amor é todo feito 
De neblina tao cerrada, 
Que por mais que em roda espreito 
Só te vejo a ti, mais nada.

Ai, minha sina está lida, 
Meu destino está traçado: 
Amar, amar toda a vida, 
Morrer de não ser amado.


Casimiro de Abreu


Considerado o poeta da infância por sempre abordar temas relacionados a ela, cantou as saudades da pátria, da infância, e a paisagem do brasil. 


Eu me lembro! eu me lembro! - Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia
E erguendo o dorso altivo, sacudia
A branca escuma para o céu sereno

E eu disse a minha mãe nesse momento:
"Que dura orquestra! Que furor insano!
"Que pode haver maior que o oceano,
"Ou que seja mais forte do que o vento?!"

Minha mãe a sorrir olhou p'r'os céus
E respondeu: - Um Ser que nós não vemos
"É maior do que o mar que nós tememos,
"Mais forte que o tufão! Meu filho, é - Deus!"


Agora que você já conhece um pouco mais sobre o segundo livro da coleção "Literatura em minha casa" "não jogue fora a chance de saber mais, não fique por fora!", faça a leitura completa do livro! Garanto que ao ler tantas coisas maravilhosas sobre o mar é impossível não querer dar uma passadinha na praia... E depois, quem sabe, até escrever um poema sobre sua experiência.

Boa leitura!
GT5: Obras Premiadas





terça-feira, 15 de novembro de 2011

O feitiço do sapo", Eva Furnari

A história infantil, O feitiço do sapo de Eva Furnari, é uma obra que remete aos contos populares de magia através da história de Zóio, um dos personagens principais e morador da cidade de Piririca da Serra, que tem a mania de praticar “boas ações”. Uma vez, o rapaz, com o intuito de ajudar Carmela, 'a solteirona da cidade', a encontrar um príncipe encantado e, pensando que qualquer sapo poderia assim se transformar, vai até a beira do rio, pega um sapo verde e o coloca numa caixa na porta da casa de Carmela. A moça ingênua e feliz, beija o sapo, mas nada acontece. A partir disso, as aventuras começam a se desenrolar, pois Carmela leva o anfíbio até o professor Boris, um cientista que, não conseguindo desfazer o feitiço, chama seu primo, o mago Druilo, para auxiliá-lo. Já Druilo perde seu chapéu mágico que irá cair nas mãos da bruxa Zelda. Muitas confusões então acontecem no desenrolar da história e Carmela acaba acreditando que seu verdadeiro príncipe encantado é nenhum outro, senão Druilo. No final, os dois se apaixonam e Zóio fica feliz por ter feito mais uma de suas boas ações.


Comentários a respeito da obra:

Percebe-se uma grande marca de intertextualidade com os contos tradicionais, pelo resgate que essa obra faz da história do sapo que vira príncipe, bem como explora motivos da imaginação popular como o mago de chapéu encantado e a bruxa malvada. Dessas características, alguns traços são preservados e outros parafraseados. Como se sabe, os contos de fadas surgiram a partir de narrativas primitivas, contadas oralmente de geração em geração. Normalmente, os contos de fadas começam com marcas indefinidas de tempo e  espaço: “antigamente”, “era uma vez”, "em terras e reinos distantes", mas este não é o caso de "O Feitiço do Sapo", que assim se inicia: “Todo lugar sempre tem um doido. Piririca da Serra tem Zóio”. Concomitante, a autora promove a aproximação do leitor com um local que sabemos não mais pertencer aos contos tradicionais. Eva Furnari talvez aponte para um lugar mais real do que o imaginado, ao escolher um nome com jeito de cidade brasileira: Piririca da Serra. O elemento verossímil é justamente “da Serra”, pois existem cidades como Itapecerica da Serra, Natividade da Serra, entre outras. Já o elemento inverossímil , Piririca, faz alusão a algo divertido, sapeca, engraçado. O nome Piririca da Serra pode evocar a uma cidade onde ocorrem episódios divertidos e vivem, perfeitamente em harmonia, um cientista maluco e uma bruxa. Também em oposição aos contos tradicionais, em que a narrativa ocorre em lugares jamais detalhados com precisão, temos até mesmo um mapa da cidade, nas primeiras páginas do livro que leva o leitor a conhecer, antecipadamente, as casas das personagens.

Quem é Eva Furnari?

Eva Furnari (Roma, Itália 1948). Autora de literatura infantil, ilustradora, professora e arquiteta. Em 1950, a família muda-se para o Brasil, instalando-se em São Paulo. Formou-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP. Participa de diversas exposições de desenhos e pinturas. Torna-se professora no Atelier de Artes Plásticas do Museu Lasar Segall, em São Paulo. O desenho é seu primeiro meio de expressão artística, mas, aos poucos, introduz o texto em seus trabalhos, como na tira da Bruxinha que publica semanalmente, durante sete anos, no suplemento infantil do jornal Folha de S. Paulo. Essa mudança ocorre lentamente, com brincadeiras de rimas e travalínguas, evoluindo, mais tarde, para valorizar igualmente ilustração e texto. Sua obra, composta de mais de 50 títulos, com importantes premiações, compõe-se de pequenos livros que, com uma linguagem lúdica, construída com lápis de cor e tintas, discute conflitos, problemas e questões da experiência humana. Tem livros publicados na Itália, México, Equador, Guatemala, Colômbia e Bolívia.

Referências Bibliográficas:

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_lit/index.cfm?fuseaction=biografias_texto&cd_verbete=5780
http://www.bibliotecaevafurnari.com.br/ie/index.php

Grupo 4 - Contos de fadas na atualidade

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Abrindo caminho" para a ilustração: uma parceria entre Ana Maria Machado e Elisabeth Teixeira


  Abrindo caminho - ganhador do "Hans Christian Andersen", prêmio máximo da liteartura infantil mundial - é um dos (raros) livros de literatura infantil em que texto verbal e o texto imagético - ou seja, poesia e ilustração - se casam tão perfeitamente que um não pode viver sem o outro, não sendo justo dizer que é uma obra apenas literária, ou seja, apenas de Ana Maria Machado. Mas é o que acontece de modo geral com as obras de literatura infantil, não sendo diferente neste caso. Basta procurar nos catálogos de editoras e veremos que a obra é creditada a ela, às vezes nem sequer citando-se o nome da ilustradora.  Esta percepção da obra está na própria capa (que vemos acima), onde o nome de Ana Maria Machado aparece em destaque, estando o nome de Elisabeth Teixeira em segundo plano, apenas como ilustradora. É importante deixar claro que não estou afirmando que há desconsideração com o trabalho do ilustrador, o foco é outro: trata-se de problematizar as categorias de autoria e gênero. Há obras de literatura infantojuvenil em que as imagens não são apenas ilustrações do texto verbal, pois complementam este, ou mais: ambos juntos criam um texto que é ao mesmo tempo verbal e visual. Pergunto: sendo verbovisual será apenas literatura? ou será um outro gênero, assim como os comics e o videoclip?

  Em Abrindo caminho, a poesia do texto verbal ganha dimensões significativas imensas quando consideradas as imagens que lhe acompanham. Elas vão muito além da função referencial, meramente ilustrativa, ou da função expressiva, normalmente utiizada para dar maior expressão aos sentimentos do personagem.* Além da função poética que valoriza a imagem enquanto arte, as ilustrações de Abrindo caminho estabelecem significações novas na medida em que potencializam e materializam a intertextualidade (o que Juliana Medeiros** denomina de links para hipertextos) existente na poesia de Ana Maria Machado. Veja-se o exemplo que segue:



  Se considerarmos o texto verbal (o verso)  isoladamente, saberemos que "No meio do caminho de Tom tinha um rio", ou seja, que há um personagem chamado Tom e que no seu caminho há um rio, ou seja, "um curso de água natural, de extensão (...) considerável, que se desloca de um nível elevado para outro mais baixo, até desaguar no mar, num lago ou noutro rio" (conforme o Aurélio) que, no fim da viagem, deverá desaguar no mar... O verso não informa que Tom possui um violão e que o rio pode ser mar, ou mesmo a cidade do Rio de Janeiro - o que podemos deduzir da ilustração. Também não informa que este Tom (apelido, que é mais genérico do que um nome comum) pode ser o Tom Jobim, famoso compositor da MPB - e, portanto, uma pessoa única e especial. A ilustração diz mais do que o verso. Ele sozinho tem autonomia, mas não informa tudo isso ao leitor. Perde valor se considerado sozinho? Não. A imagem perde valor sem ele? Também não. São dois níveis textuais/narrativos correndo lado a lado. A mesma leitura vale para a página abaixo, em que o genérico Carlos do verso é, para o leitor adulto e ilustrado, o poeta Carlos Drummond de Andrade.



  As relações apontadas estão inscritas no texto verbal através de alusões que podem ser reconhecidas pelo leitor adulto e/ou culto através de inferências se ele considerar o nome genérico do personagem Dante. Para a criança, este nome será apenas raro, mas é tal raridade que, para o adulto (ou aquele jovem informado) funcionará como chave de leitura para o poema, abrindo caminho (ou seja, legitimando suas inferências) para este leitor considerar que estes Tom, Carlos e Dante não são pessoas anônimas como nós, mas os artistas Tom Jobim, Carlos Drummond de Andrade e Dante Alighieri, os quais têm em comum serem artistas da palavra e do verso; serem poetas, enfim.



      Outros exemplos de como a ilustração confere uma dimensão artística tão grande à obra que, sem ela, não é a mesma, são as das páginas 34-35 e 36-37 (todas as ilustrações são de página dupla, aspecto importante da diagramação), em que se apresentam imagens urbanas  (que aludem à cidade do Rio de Janeiro, visto a presença das águas e de morros, que lembram o "Pão-de-açúcar") com personagens e motivos da narrativa nela inseridos, devendo ser encontradas no meio do caos urbano, assim como se faz no jogo do "Onde está o Wally ?". Na primeira (p. 34-34), o leitor poderá encontra a "Livraria Alighieri" ao lado de uma "Agência de viagem". Quase em primeiro plano, próximo ao centro, vê-se um chinês de bicicleta corregando uma plaquinha nas costas onde se lê "Lavanderia Shangai" . No canto inferior direito, o leitor encontrará a "Banca do  Cristóvão. Na ilustração das próximas páginas (p. 36-37), quase no centro está o "Bar do Tom" e passando à frente vê-se o caminhão das "Mudanças Oeriente". Estas páginas, muito mais do que a função referencial, apresentam as funções estética e lúdica, constituindo realmente um jogo para o leitor divertir-se.
       Para encerrar, um outra outra ilustração  exemplar é a da menina lendo um livro ao lado de uma estante (p. 12-13), na medida em que o livro representado é o próprio livro em questão. Deduzimos isto pois a imagem  desenhada nele corresponde à ilustração das páginas anteriores (p. 10-11). O leitor é levado - pelo procedimento de mise en abîme - a mergulhar no texto e a se reconhecer no lugar da menina desenhada nele. Ainda: nas estantes veem-se livros com autores ("Drummond") e títulos ("Música", "Antologia poética", "Bossa Nova", "Divina Comédia", "Poesia", "Conto de fadas") que nos remetem aos personagens da obra e à literatura, servindo de link para o leitor sair dela para outras obras. Além de ilustrar o texto verbal, a imagem novamente tem função lúdica, se apresentando como jogo. Além de divertir e entreter, tem uma função metanarrativa/metalinguística que é educativa, servindo de chave para o pequeno leitor abrir os seus caminhos no mundo através da leitura. Ao final, é possível que ele possa sentir no ato de ler o gosto de viajar e, assim, perceber que a leitura também é uma viagem...
      Comme promis, voilá la leçon !

Prof. Marciano Lopes

Referências:
:

* A fundamentação teórica para a análise encontra-se no artigo  A relação entre imagem e texto na ilustração de poesia infantil - de Luís Camargo.
:
** Ver os artigos A ativação dos links no processo de leitura dos hipertextos & Entre links e plugs: o leitor contemporâneo na rede hipertextual - ambos de Juliana Pádua Silva Medeiros.

O Escritor Maluquinho


Ziraldo
Vontade de apertar o menino maluquinho junto ao peito, de abraçar o Ziraldo, de dizer-lhe: poeta, poeta! (élio Pellegrino)
 
  Responda rápido: o que dá a mistura dos nomes Zizinha e Geraldo?
 
  Se vocês estão se perguntando, aí vai a resposta: o nome de um dos autores infantis mais consagrados do Brasil, ou seja, Ziraldo. Inovando desde seu nascimento!
 
  Mas as inovações não pararam por aí. Ziraldo Alves Pinto, mineiro de Caratinga, que nasceu em 24 de outubro de 1932, já aos seis anos publicava seu primeiro desenho em um jornal, o “Folha de Minas”. Foi também neste jornal que ele começou a trabalhar de forma efetiva como jornalista, em 1954. Antes desse periódico, o autor apenas fazia algumas colaborações para a revista “Era uma vez”.
 
  Mesmo não sendo formado em Jornalismo (fez direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais, em 1957), Ziraldo trabalhou muito nesta área. Fora a “Folha de Minas”, o autor publicou nas revistas “A cigarra”, “O Cruzeiro”, “Visão”, “Fairplay” e no “Jornal do Brasil”, onde ainda publica.

  Além de jornalista, Ziraldo é pintor, cartunista, teatrólogo, chargista e escritor. Na década de 60, lançou a primeira revista brasileira de comics feita por um só autor. Quem puxava a turma criada por Ziraldo era um importante personagem do folclore brasileiro: o Saci Pererê. Junto a ele vinham outros personagens típicos de nosso país, como o índio, a onça, o jabuti, o tatu e outros, chamados de “A turma do Pererê.
 
  Em 1964, porém, a revista foi vetada pelos militares que tomaram o poder no Brasil. Somente alguns anos depois, em 1973, as histórias da turma voltaram, agora divididas em três edições, lançadas em forma de álbuns. Mais tarde, essas histórias foram publicadas em vários livros didáticos brasileiros, levando a nossa cultura às crianças em fase escolar.
 
  Da mesma forma que outros autores infantis, como Ana Maria Machado e Ruth Rocha, Ziraldo também lutou contra a ditadura militar, período de intensa opressão. Manifestou sua resistência de várias formas, dentre elas, lançando um dos mais importantes jornais contra o governo autoritarista, “O Pasquim”, inaugurado um ano após o AI 5. 
 
  Mesmo com a repressão, Ziraldo não se intimidou. Neste período, lançou a revista “Graphis”, na qual fazia arte gráfica. Publicou em revistas internacionais, como Penthouse e Private Eye da Inglaterra, Plexus e Planete da França e Mad dos Estados Unidos. Devido ao seu trabalho, chegou, inclusive, a ganhar o Oscar Internacional de Humor, em Bruxelas, e o Prêmio Merghantealler, na Venezuela.


  Seu primeiro livro infantil foi “Flicts”. Nele o autor conta a história de uma cor que não encontrava seu lugar no mundo: “Não tinha a força do vermelho, não tinha a imensidão do amarelo, nem a paz que tem o azul. Era apenas o frágil, e feio, e aflito Flicts”.
  No ano de 1980, Ziraldo lançou seu maior sucesso dentro da literatura infantil, “O menino maluquinho”. A história agradou tanto que, a partir dela, vieram o filme, o site, a peça, os quadrinhos, um jogo de vídeo game e até a ópera do menino maluquinho, além de levar o autor a receber o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. A partir do “menino maluquinho” vieram os livros “Uma professora muito maluquinha”, “O bebê maluquinho” e “Diário da Julieta”.
Outras obras de Ziraldo: “O bichinho da maçã”, “As anedotinhas do bichinhos da maçã”, “O menino quadradinho”, “O joelho Juvenal”, “Os dez amigos”, “Vito Grandam”, “A super mãe”, “O planeta lilás”, “O menino do rio doce”, “A menina das estrelas”, “Jeremias, o bom”.
 
  No site http://www.ziraldo.com.br/ você pode encontrar mais informações sobre o pai do menino maluquinho e suas obras. Nele também está disponível uma versão on-line da sua obra mais famosa (O menino maluquinho). No blog http://ziraldo.blogtv.uol.com.br/ podemos conhecer melhor suas charges, tirinhas, cartuns e outras produções do artista.


Ziraldo: o escritor maluquinho
Quem convive com Ziraldo sabe que ele passa o dia inteiro refletindo, interpretando os fatos, inventando coisas... Observa, processa, questiona, propõe, revê..., da hora em que acorda até a hora em que vai dormir. É uma pessoa irriquieta, que vê e não apenas olha, transmutando a realidade por ângulos inéditos, que coloca diante de nossos olhos, pondo por terra as convicções, levando-nos a pensar (LEITE, 2009, p.27).
As palavras de Ricardo Leite resumem a personalidade inquieta desse autor que inovou, em muitos aspectos, a literatura infantil. Assim como o seu menino maluquinho, o autor questionou a realidade e partiu para o inédito. “Algumas de suas obras fazem ver o avesso, o inverso, a relatividade. Cria, através de uma linguagem icônica, a possibilidade de construção de novos conceitos, novas posições diante da vida e suas dificuldades (BIER, 2009, p. 79).
Seus personagens questionam os costumes e os hábitos tidos como inquestionáveis. É a professora que foge aos métodos tradicionais de ensino, o menino que estava sempre fazendo traquinadas e criando novas invenções, a vovó que é descolada e moderna, enfim, personagens que, acima de tudo, levam seus leitores à reflexão.
Outra marca do autor é a preocupação estética e gráfica. Impossível não reconhecer suas ilustrações, que possuem traços fortes e marcantes.
As imagens coloridas que interagem com o texto poético de “Flicts” chegaram a encantar um dos maiores escritores brasileiros, Carlos Drummond de Andrade, que afirmou:
O mundo não é uma coleção de objetos naturais com suas formas respectivas, testemunhadas pela evidência ou pela ciência, o mundo é cor. A vida não é uma série de funções da substância organizada, desde a mais humilde até a de maior requinte, a vida são cores. Tudo é cor. O que existe, existe na cor e pela cor. A cor ama, brinca, exalta, repele, dá sentido e expressão ao sítio ou à aparência onde ela pousa.
Aprendo isso tão tarde! Com Ziraldo. Ou mais propriamente com Flicts, criação de Ziraldo, que se torna independente do criador, e vive e vibra por si (1969).

         Já no livro “O menino maluquinho”, as ilustrações são feitas em preto e branco; hora no canto da página, hora na parte de cima, em baixo, no centro, grandes, pequenas, lúdicas, demonstrando a simplicidade e a agilidade de um menino tão esperto.
         Este é Ziraldo, um homem que com uma “obra vasta, eclética e contemporânea, fala com emoção e humor através das formas, cores e palavras” (BIER, 2009, p. 78).

"Toda a grandeza do ser humano sintetizada neste menino maluquinho, que sou eu, que é você leitor, e que é, principalmente, Ziraldo, um maluco genial” (declaração de Fausto Wolff, expressa na contra capa do livro “O menino maluquinho”).

         Ziraldo fala sobre a literatura infantil:



     Nos vídeos abaixo (Ler é mais importante que estudar - parte I e II), Ziraldo fala sobre o trabalho do escritor, sua vida, além de mostrar todo o processo que envolve a produção de seus livros.


                                             Parte I:

                                           Parte II:


Referências:

ANDRADE, C. D. Flicts: o coração da cor. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1969. Disponível em: http://www.divagaresempre.net/e-stante/flicts_drummond/, acesso em: 14/11/2011.

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BIER, M. B. A criança e a recepção da literatura infantil contemporânea:
Uma leitura de Ziraldo. Disponível em: http://busca.unisul.br/pdf/74054_Marilena.pdf, acesso em: 14/11/2011.
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LEITE, Ricardo. Ziraldo em cartaz. Rio de Janeiro: SENAC, 2009.
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ZIRALDO. O menino maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2005.

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Sites:
http://ziraldo.blogtv.uol.com.br/
http://ziraldo.blogtv.uol.com.br/
http://omeninomaluquinho.educacional.com.br/

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