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domingo, 25 de agosto de 2013

Literatura infantil indígena: questões de identidade e representação

 De acordo com o Censo 2012, no Brasil vivem cerca de 896 mil índios advindos de 305 etnias das quais 180 ainda preservam suas línguas nativas.

Dados do Núcleo de escritores e Artistas Indígenas, órgão vinculado ao Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual, mostram que desse total apenas 35 ocupam a profissão de escritores.  Ainda segunda a Instituição, estima-se a publicação de pouco mais de 200 títulos, entre produções impressas por universidades e nas aldeias. A cultura indígena ainda é pouco conhecida e respeitada no Brasil, uma vez que, não é dada nas escolas a devida atenção que merece. Diante disso, faz-se necessário entender que, diferente do que pensam e abordam algumas pessoas, os índios não são tribos canibais e possuem sua cultura, que outrora era apenas passada pelos pajés e índios anciãos, e hoje é escrita e publicada em livros.
 
Daniel Munduruku, principal nome do movimento de autores indígenas, e Olívio Jekupé são exemplos de escritores que nasceram em aldeias e hoje escrevem literatura infanto-juvenil de temática indígena.

“Somos parte de uma teia que se inscreve dentro de cada pessoa. Somos PARTE, não donos. É isto que essa literatura que escrevemos traz de novidade: ela lembra que não podemos ser arrogantes, nos considerando o ápice da natureza. A educação só fará sentido se contribuir para que as crianças pensem uma forma nova de mantermos o planeta vivo. É isso que, de certa forma, os povos indígenas brasileiros continuam a nos ensinar”, diz Daniel Munduruku.

Para Olívio Jekupé, a história oral sempre foi e será importante, e tem a consciência de que a escrita juntamente com essa tradição, ajudará a fortalecer e a eternizar as origens culturais dos povos indígenas.  
 

Os livros indígenas apresentam histórias com as lendas e convívios com a natureza que é do domínio das tribos. E também de alguns mitos e costumes que hoje são praticados por nós, mas que iniciaram nas atitudes dos índios.

Fontes
Acesso em 8/08/2013
 
GT 3

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Daniel Munduruku Estreia Coluna em Revista Digital

 
  O escritor indígena Daniel Munduruku iniciou neste mês de outubro sua nova coluna na Revista Digital Emília. Criada a partir da iniciativa de um grupo de profissionais ligados à área editorial, interessados em promover, por meio democrático, a prática de leitura de textos literários em crianças e jovens, além disso, busca oferecer  um meio de discussão e reflexão sobre questões ligadas a literatura infanto-juvenil.
 
  Em sua primeira publicação, Daniel Munduruku escreveu sobre a língua como técnica para a transformação da memória ancestral em identidade. Segundo o autor, os povos indígenas são detentores de conhecimentos ancestrais, no entanto suas tradições eram passadas por meio da fala, palavra e oralidade, obrigando as novas gerações a por em ação a memória. Sendo assim, discute que  a memória dos povos indígenas dominados abriga repertórios que serão atualizados com novos acontecimentos, pois  possibilitará novos sentidos, abrigando novos elementos que serão repetidos em um movimento cíclico ao longo da história.  
 
  Munduruku, por fim, observa que o papel da literatura indígena é ser portadora da boa notícia do (re)encontro entre essa memória ancestral,  negada pelos povos invasores e a memória ancestral 'atualizada'.
 
  Nesse contexto, portanto, o autor utiliza de mecanismos diversos para prender a atenção do leitor, um deles é a presença de um  pequeno poema para finalizar seu texto, nos deixando instigados a ler as próximas publicações.
Ficaremos atentos!
________________________
Para a leitura completa da coluna de Munduruku e da Revista Emília seguem os links abaixo: Coluna de Daniel Munduruku / Revista Emilia

( Foto retirada de : http://flipzona.wordpress.com/2011/07/08/um-pouco-sobre-daniel-munduruku-e-heloisa-prieto/ - acesso em 31/10/11)


Grupo 1: Literatura Infantil Indígena

domingo, 30 de outubro de 2011

“Histórias Que Eu Ouvi e Gosto de Contar”

Obra original: MUNDURUKU, Daniel; Ilustrações, CAMPOS, Rosinha. “Histórias que eu ouvi e gosto de contar”. São Paulo. Callis, 2004 Resenhado por Jéssica Fernanda de Oliveira Silva.

  Daniel Munduruku é índio da nação Munduruku, formado em Filosofia pela UNISAL–Lorena, já trabalhou com crianças carentes, lecionou em escolas públicas e particulares, atuou no cinema e em comerciais pra tevê. Também escreveu premiados livros pra crianças e jovens, entre eles Coisas de índio, pela editora Callis e O segredo da chuva, pela Ática. Além disso, é diretor- presidente do Instituto Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI), atualmente vive em São Paulo e é casado com Tania Mara e tem três filhos.

  Com tantos pontos a favor, Daniel é um dos mais conhecidos e se não mais importante escritor indígena. Sendo assim, nasceu mais um livro de Munduruku: “Histórias que eu ouvi e gosto de contar”, em que o autor busca recontar as histórias reais que ouviu, tanto de familiares quanto de amigos, sobre os mitos e crenças que permeiam a vida indígena até hoje. Para tanto, em um capítulo intitulado “Umas palavrinhas soltas”, o escritor explica ao seu leitor o que o levou a escrever esse livro, levando-o a perceber que esse resgate de cultura é de extrema importância para índios e, principalmente, para todo o povo brasileiro, que muitas vezes criticou e desacreditou nas tradições milenares do povo indígena. Assim, para dar um ar ainda mais verdadeiro em suas narrativas, ele intercala o mito contado por gerações e o mito vivido por algum indígena que são apresentados em quatro narrativas.
 
  Matinta Perera é a primeira história que o professor apresenta, é uma narrativa antiga contada por sua avó, a qual uma criatura muito poderosa sempre estava disposta a fazer maldade com quem a desobedecia, normalmente aparecia em noites sem lua e produzindo um estrondoso grito que assustava a todos, nessas ocasiões era preciso correr pra casa e quando ela chegasse, precisavam apenas dar o que pedia, nessas ocasiões pedia apenas fumo. Para dar mais credibilidade a sua história, o autor relata em seguida o que sua irmã viveu com a Matinta Perera, um caso muito parecido com o narrado por sua avó e que fez Daniel acreditar ainda mais nos espíritos da floresta. O Boto Tucuxi é a segunda narrativa contada pelo artista, essa ele ouviu do amigo Ely que mora em Manaus e estudou com Daniel na universidade. Essa história consiste na transformação do Boto Tucuxi em homem e vice-versa. Ely relatou que presenciou a cena de transformação do Boto em uma noite de grande festa numa cidade pequena. Uma bela moça, por quem Ely se encantou, estava à espera de seu namorado Boto, esse por sua vez apareceu, dançou a noite toda com a garota e ao amanhecer foi embora, isso tudo acompanhado pelo olhar atento dele. Ao final, o protagonista admite estar acreditando ainda mais na magia da Mãe- Terra.
 
  A terceira história traz o mito do “O Vira- Porco”, uma narrativa que Munduruku ouviu de seu amigo Ozias da tribo Satarê- Mawé que fala de um homem que virava porco em noites de lua cheia. Ozias conta que muitos não acreditavam na história, pois ninguém havia presenciado a transformação, no entanto ele e seus amigos puderam provar que se tratava de uma história real. Relata que houve um baile na cidade e ele e seus amigos se aventuraram a ir, depois de muito dançarem resolveram ir embora e durante a caminhada perceberam que algo estava seguindo-os. Em um ato desesperado correram para o barco que haviam deixado na beira do rio, mas o curumim Aroldo cansou e ficou para trás, os outros dois apenas sentiram a falta do garoto quando chegaram ao barco, nesse momento decidiram voltar para procurar o menino. Entretanto, Amarildo, um dos amigos, não aguentou tanta apreensão e disse que voltaria para o barco; Ozias conseguiu encontrar o pequeno que lhe fez um sinal apontando para a criatura, ele a seguiu com os olhos e percebeu que ele estava de olho em Amarildo. Nesse momento, montam um plano pra despistar o monstro e salvarem suas vidas, o plano dá certo e eles acabam conseguindo fugir, deixando para trás o corpo do vira- porco ferido. O amigo narra ainda que, no dia seguinte, apareceu um homem com uma flecha enterrada no abdome e que depois de medicado nunca mais foi visto.
 
  Por fim, o autor apresenta a história “A mulher do cemitério”, essa contada por outro amigo chamado Khitaulu, mas em português é conhecido como René. Ele narra que certo dia saiu acompanhado de seu filho pra trabalharem na roça, depois de um determinado tempo pararam para tomar um lanche e René resolveu ir se refrescar em um rio que corria próximo a sua lavoura. Durante o trajeto escutou uma voz de mulher vinda do mato e resolveu ver o que era, porém, cada vez mais se afastava de onde estava e sem que percebesse caminhou por longas horas. Chegando a lugar desconhecido se deparou com uma mulher muito clara que chegava a irradiar luz; a mulher a travessou o corpo de René e lhe disse que ele só teria sua liberdade depois de enterrá-la em uma cova individual, ele apenas precisaria achar um colar de dentes de macaco que estava no pescoço dela. Ele procurou por horas, revirando todas as covas, até que conseguiu encontrar e separou o corpo da mulher dos demais. A mulher lhe agradeceu e lhe contou sua história. René conta que, não se sabe como, foi encontrado a vinte quilômetros de seu roçado e como tudo tinha acontecido ninguém sabia. Alguns saíram para procurar o tal lugar, entretanto nada foi encontrado.
 
  Diante do exposto, podemos perceber que o livro de Munduruku é envolvente e cheia de mistérios, deixa o leitor curioso sobre o que acontecerá com os personagens durante a história, levando- nos a um ponto de tensão que não se espera de uma narrativa infantil. Outro ponto interessante é a intertextualidade existente, se é que podemos chamar de intertexto, pois muitas dessas narrativas conhecemos de outra maneira, pelo que chamamos e conhecemos por folclore, termo que Daniel considera uma forma mascarada de manter viva a tradição, pois muita gente não entende a diversidade que existe no mundo e, principalmente, em um país tão rico culturalmente como o Brasil. Assim, é de extrema importância que nós futuros professores de Língua Portuguesa levemos para sala de aula as narrativas indígenas, porque precisamos criar em nossos alunos senso crítico e conhecimento de outras culturas, despertando- os pra um mundo diversificado e cheio de bons escritores.


Grupo 1: Literatura Infantil Indígena

domingo, 2 de outubro de 2011

Contos Indígenas por Daniel Munduruku

     
 "Contos Indígenas Brasileiros nos mostra que a palavra cria, enfeitiça, embriaga, gera monstros, faz heróis, remete-nos para nossa própria memória ancestral e dá sentido ao nosso estar no mundo." (Daniel Munduruku).
 
  A seguir um texto que fala como foi que o povo indígena e outros animais tiveram a posse do fogo.



O ROUBO DO FOGO
Povo Guaraní (Mito Guarani)

  Em tempos antigos os Guarani não sabiam acender fogo. Na verdade eles apenas que existia o fogo, ma comiam alimentos crus, pois o fogo estava em poder dos urubus.   
  O fogo estava com estas aves porque foram elas que primeiro descobriram um jeito de se apossar das brasas da grande fogueira do sol. Numa ocasião, quando o sol estava bem fraquinho e o dia não estava muito claro, os urubus foram até lá e retiraram algumas brasas as quais tomavam conta com muito cuidado e zelo. Era por isso que somente estas aves comiam seu alimento assado ou cozido e nehum outro da floresta tinha este privilégio.  
 
  É claro que todos os urubus tomavam conta das brasas como se fosse um tesouro precioso e não permitiam que ninguém delas se aproximasse. Os homens e os outros animais viviam irritados com isso. Todos queriam roubar o fogo dos urubus, mas ninguém se atrevia a desafiá-los.   
 
  Um dia, o grande herói Apopocúva retornou de uma longa viagem que fizera. Seu nome era Nhanderequeí, Guerreiro respeitado por todo o povo, decidiu que iria roubar o fogo dos urubus.Reuniu todos os animais, aves e homens da floresta e contou o plano que tinha para enfrentar os temidos urubus, guardiões do fogo. Até mesmo o pequeno curucu, que fora convidado, compareceu dizendo que também tinha muito interesse no fogo.   
 
  Todos já reunidos, Nhanderequeí expos seu plano:   
 
  - Todos vocês sabem que os urubus usam fogo para cozinhar. Eles não sabem comer alimento cru. Por isso vou me fingir de morto bem debaixo do ninho deles. Todos vocês devem ficar escondidos e quando eu der uma ordem, avancem para cima deles e os espantem daqui. Dessa forma, poderemos pegar o fogo para nós.
 
  Todos concordaram e procuraram um lugar para se esconder. Não sabiam por quanto tempo iriam esperar. Nhanderequeí deitou-se. Permaneceu imóvel por um dia inteiro.    
  
  Os urubus, lá do alto, observaram com desconfiança. Será que aquele homem estava morto mesmo ou estava apenas querendo enganá-los? Por via das dúvidas preferiram aguardar mais um pouco.   
 
  O herói permaneceu o segundo dia do mesmo jeito. Sequer respirava direito para não criar desconfianças nos urubus que continuavam rodenado seu corpo. Foi no fim do tereceiro dia, no entanto, que as aves baixaram as guardas. Ficavam imaginando que não era possível uma pessoa fingir-se de morta por tanto tempo. Ficavam confabulando entre si:
 
  - Olhem, meus parentes urubus - dizia o chefe urubu - nenhum homem pode fingir-se de morto assim. Já decidi: vamos comê-lo. Podem trazer as brasas para fazermos a fogueira.   
 
  Um grande alarido se ouviu. Os urubus aprovaram a decisão de seu chefe, e por isso imediatamente partiram para buscar as brasas. Trouxeram e acenderam uma fogueira bonita e vistosa.
 
  O chefe dos urubus ordenou, então, que trouxessem a comida para ser assada. Um verdadeiro batalhão foi até a presa e a trouxe em seus bicos e garras. Eles acharam o corpo do herói um pouco pesado, mas isso consideraram bom, assim daria para todos os urubus.   
 
  Eles colocaram Nhanderequeí sobre o fogo, mas graças a uma resina que ele passou pelo corpo, o fogo não o queimava. Num certo momento, o herói se levantou do meio das brasas dando um grande susto nos urubus, que atônitos, voaram todos. Nhanderequeí aproveitoú-se da surpresa e gritou a todos os amigos qque estavam escondidos para que atacassem os urubus e salvassem alguma daquelas brasas ardentes.
 
  Os urubus, vendo que se tratava de uma armadilha, se esforçaram o máximo que piuderam para apagar as brasas, engolí-las e não permitirem que aqueles seres tomassem posse delas. Fois uma correria geral. Acontece, no entanto, que na pressa de salvar o fogo, quase todas as brasas se apagaram por terem sido pisoteadas.   
 
  Quando tudo se acalmou, Nhanderequeí chamou a todos e perguntou quantas brasas haviam conseguido. Uns olhavam para os outros na tentativa de saber quem havia salvo alguma brasinha, mas qual foi a tristeza geral ao se depararem com a realidade: niguém havia salavado uma pedrinha sequer.   
 
  - Só temos carvão e cinzas - disse alguém no meio da multidão.  - E para que nos há de servir isso? - falou Nhanderequeí. - Nossa batalha contra os urubus de nada valeu!  Acontece que, por trás de todos, saiu o pequeno curucu, dizendo:   
 
  - Durante a luta os urubus se preocuparam apenas com os animais grandes e não notaram que eu peguei uma brasinha e coloquei na minha boca. Espero que ainda esteja acesa. Mas pode ser que...   
 
  - Depressa. Pare de falar, meu caro curucu. Não podemos perder tempo. Dê-me esta brasa imediatamente - disse Nhanderequeí, tomando a brasa em suas mãos e assoprando levemente.   
 
  Todos os animais ficaram atentos às ações do herói que tratava com muito cuidado aquele pequeno luzeiro. Pegou-o na mão e colocou um pouquinho de palha e assoprou novamente. Com isso ele conseguiu um pequeno riozonho de fumaça. Isso foi o bastante para incomodar os animais, que logo disseram:     - Se o fogo sempre faz fumaça, não será bom para nós. Nós não suportamos fumaça.
 
  Dizendo isso, os bichos foram embora, deixando o fogo com os homens e com as aves.   
 
  Nhanderequeí soprou de novo. Ele fazia com todo cuidado, com todo jeito. Logo em seguida à fumaça, aconteceu um cheiro de quimado. Isso foi o bastante para que as aves se incomodassem e dissessem:   
 
  - Nós não gostamos desse cheiro que sai do fogo. Isso não é bom para as aves. Fiquem vocês com este fogo.
 
  Dizendo isso, Nhanderequeí soprou ainda mais forte e, finalmente, as chamas apareceram no meio da palha e do carvão que sustentaram o fogo aceso para sempre. 
 
  Percebendo que tudo estava sob controle, o herói ordenou que seus parentes encontrassem madeiras canelinha, criciúma, cacho de coqueiro e cipó-de-sapo e as usassem sempre toda vez que quisessem acender e conservar o fogo. Além disso, o corajoso herói ensinou os Apopocúva a fazer um pilãozinho onde guardar as brasas e assim conservar o fogo para sempre.  
  
  Dizem os velhos desse povo que até os dias de hoje os Apopocúva guardam o pilãozinho e aquelas madeiras.


REFERÊNCIA
 
Munduruk, Daniel. Contos Indígenas Brasileiros/ Daniel Munduruku; ilustrações Rogério Borges. - 2. ed. - São Paulo: Global, 2005.

Grupo 1: Literatura Infantil Indígena

domingo, 11 de setembro de 2011

Artigo de Daniel Munduruku

O artigo "Literatura indígena: o tênue fio entre escrita e oralidade", de Daniel Munduruku, destaca a importância da escrita e da literatura indígena para os povos indígenas. A literatura, para esses povos, serve como instrumento de salvar as culturas, crenças e mitos de seus ancestrais. Destaca também, a dificuldade vivenciada pelos nativos com os invasores da floresta e com o final triste que a sociedade capitalista propõe para eles. Portanto, segundo Munduruku, os nativos abandonam a floresta para viverem sem-teto, sem-história e sem-humanidade.
Para quem tiver curiosidade de ler, publicado na revista Mundo Jovem, da PUC/RS, é só acessar o  link: http://www.mundojovem.com.br/datas-comemorativas/semana-dos-povos-indigenas/literatura-indigena-o-tenue-fio-entre-escrita-e-oralidade?dt=1
 
Boa Leitura a todos!


Grupo 1: Literatura Infantil Indígena

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Novo Livro de Daniel Munduruku

 
Daniel é índio da nação Munduruku, por isso adotou o nome de sua tribo como escritor. O escritor também é formado em filosofia pela UNISAL (em Lorena) e é doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP).
     
Seu trabalho literário é muito reconhecido, pois sua versão infantil do livro Coisas de índio (Callis Editora) recebeu o Prêmio Jabuti. Além disso, Daniel é diretor-presidente do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual – INBRAPI, que defende o patrimônio cultural e os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas brasileiros.   
 
Recentemente, o autor lançou o livro "Como surgiu - Mitos indígenas brasileiros" que conta histórias de tribos como Apinajé, Tembé e Caiapó.


Grupo 1: Literatura Infantil Indígena