quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Mitos indígenas: a mulher que vira beija-flor


Os índios trazem consigo diversas histórias com mitos, que para eles, confundem-se com a realidade. Por muito tempo toda essa tradição era passada boca a boca pelos pajés e entre os demais indígenas da tribo. Hoje, eles têm a oportunidade de escrevê-las em livros. É o caso da comovente história de “A mulher que virou beija-flor para libertar sua filhinha”, em que Coaciaba, uma bela e jovem índia, ao perder o marido guerreiro, desfalece de saudades deixando sozinha a pequena filha do casal, que também não resistindo de tristeza, pede aos espíritos que a levem para junto da mãe e acaba morrendo, tornando-se uma linda flor lilás.  Os índios trazem consigo diversas histórias com mitos, que para eles, confundem-se com a realidade. Por muito tempo toda essa tradição era passada boca a boca pelos pajés e entre os demais indígenas da tribo. Hoje, eles têm a oportunidade de escrevê-las em livros. É o caso da comovente história de “A mulher que virou beija-flor para libertar sua filhinha”, relatada por Leonardo Boff (apud BORTOLIN, 2004). Nesta história, Coaciaba, uma bela e jovem índia, ao perder o marido guerreiro, desfalece de saudades deixando sozinha a pequena filha do casal, que também não resistindo de tristeza, pede aos espíritos que a levem para junto da mãe e acaba morrendo, tornando-se uma linda flor lilás.



A mãe fora, antes transformada em borboleta, um dia pousou na flor lilás e,  ouvindo lá dentro um choro, reconhece a voz da filha e tenta libertá-la. Não conseguindo, apela aos espíritos para ser transformada em beija-flor. Ao ser atendida, liberta a filha e ambas voam juntas, felizes até o céu.
 
Pode-se então notar nesse pequeno conto, os mitos que os indígenas ainda levam, de acreditar que os espíritos podem transformar os mortos em animais ou outros seres. Algumas tribos, ao enterrarem uma criança órfã, cobrem-na com flores lilás para que a mãe possa vir buscá-la. Esse conto torna-se de fácil compreensão por ter como tema o amor, que é universal. No entanto não é sempre assim. Apesar de os mitos serem expressões populares que estão presentes na sociedade, de um modo geral, os mitos indígenas são de mais difícil compreensão, uma vez que não conhecemos bem a cultura e valores desse povo. Para um melhor entendimento, em alguns casos, é necessário entrar em contato, estudar um pouco a cultura para perceber a riqueza de suas significações. Assim, além dos cantos, diálogos cerimoniais e outros discursos, os mitos fazem parte da forma de expressão oral dos indígenas e, alguns, como “A mulher que virou beija-flor para libertar sua filhinha”, foram escritos e publicados, apresentando a cultura indígena.



GT3

Fonte:
 
BORTOLIN, Suely. A presença do indígena na literatura infanto-juvenil brasileira. Outubro de 2004. Disponível em:


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